domingo, 22 de julho de 2018

Cinco dicas para quem quer adotar

Olá gente, tudo bom? espero que esteja tudo bem.
Completamos 3 anos da decisão da adoção e nesse tempo aprendi tanto sobre o processo que quero compartilhar com vocês algumas experiências. Vamos para minhas dicas?
decida adotar pelos motivos corretos.

Sempre me vi como uma mãe, mas nunca me enxerguei grávida, o que mostra que inconscientemente eu já me preparava para adoção, estando aberta para receber um filho ou filha gerado por outro casal, mas que eu amaria como se fosse nosso ou nossa.
Tenho visto as pessoas falarem de adoção como forma de preencher o vazio da infertilidade ou buscar uma companhia para a velhice e os dois motivos estão incorretos.
Somos seres egoístas e no geral, imaginamos a nossa felicidade e satisfação de nossos desejos sem levar em conta o outro na história. Uma criança que chega numa família para ocupar o lugar de um filho biológico que não vingou ou ter que assumir o papel do esteio futuro da família é um fardo muito grande para uma criança carregar.

adote se o casal estiver de pleno acordo.
Outro dia uma colega me dizia que queria muito adotar, mas que seu marido insistia pelo filho biológico. Comigo e meu marido foi totalmente diferente. Ele já tinha dois filhos biológicos de outros relacionamentos antes do nosso casamento e eu sempre quis ser mãe adotiva. Ele também tinha esse desejo de adotar, então no começo do namoro falamos sobre a possibilidade e colocamos em prática 4 anos depois de casados.
Quando os dois querem adotar, não há espaço para arrependimentos e culpas. A decisão foi do casal e juntos precisam enfrentar os desafios que a maternagem e paternidade oferecem.


comunique para a família sobre a decisão.
Muitos casais procuram esconder a decisão e só revelam quando entram na fila ou pior, quando chega o filho ou filha. Não há necessidade de se fazer segredo, afinal, quando é uma gravidez biológica todos são avisados antes dos 3 meses de confirmação e a notícia é recebida com festa e alegria. No caso da adoção, é uma gravidez diferente, e a família precisa ser envolvida, afinal terão um novo parente chegando e precisam acolher com carinho e afeto o novo membro da família.
quando ouvir comentários maldosos ou preconceituosos, reaja com serenidade.
Não lido bem com pontos de vistas limitados sobre uma questão, sempre me questionando sobre por qual razão a pessoa não se informou melhor antes de fazer o questionamento. Porém, quando as pessoas sabem que queremos adotar, os comentários são os mais insensíveis possíveis, inclusive perguntam se o casal é infértil, se vamos adotar algum parente ou se estamos fazendo caridade. Fiquem atentos para esse tipo de comentário e procurem argumentar que filhos biológicos ou adotivos podem dar as mesmas preocupações, pois não importa a origem e sim a formação do caráter e as interferências da cultura. Esteja pronto para dizer que não está fazendo caridade com a criança e sim, exercendo o papel de mãe ou pai de uma forma diferente.
se prepare financeiramente para a chegada do (a) filho (a).
Eu ouvi muito esse conselho, mas preferia comprar brinquedos, itens do enxoval, objetos decorativos, livros e acessórios para minha futura filha. Qual o resultado de tudo isso três anos depois? Tenho pouco mais de um salário mínimo de reserva para quando ela chegar, quando poderia ter um valor muito maior. Comece juntando aos poucos num cofre, numa poupança ou num investimento, não importa se vai ser 10 reais por semana ou 100 reais por mês. O ideal é que você possa ter um valor para comprar as roupas, acessórios que serão úteis e tudo mais que vai precisar.

Das cinco dicas acima, a última comecei quase um ano atrás, mas as outras foram o ponto de partida que seguimos. Hoje, toda nossa família apoia a decisão e participa do processo, inclusive nos dando suporte emocional quando o desânimo da espera aparece.
 Na próxima postagem sobre o tema, vou falar sobre como evitar problemas durante seu processo de adoção e espero poder ajudar muito quem como nós está esperando a cegonha chegar.
Um forte abraço e até logo:
Andreia Regina









quarta-feira, 18 de julho de 2018

Hamsa: um novo amuleto

Olá gente!
Tudo bem? Espero que sim. Por aqui vou colocando tudo nos eixos com muita fé e determinação. Não esquecendo que desde o meu aniversário ganhei de amor marido uma força extra: um colar com um pingente Hamsa, ou como é mais conhecido, a mão de Fátima.

A mão é um símbolo da antiguidade oriental, sendo usada pela primeira vez pelos fenícios como amuleto e depois incorporada pelos árabes. A presença de um olho no centro da palma é atribuída aos árabes também, como significado da onisciência e onipotência divina. Vale a pena lembrar que sempre chamamos de "olho grego", mas no oriente médio é chamado de "olho árabe" ou "olho turco".

https://www.greenme.com.br/significados/6023-hamsa-lenda-significado-mao-de-fatima

Mas quem é Fátima? é a filha caçula do Profeta Maomé e é considerada uma mulher santa, para os muçulmanos. Ela é também considerada pura e sagrada, mestra das mulheres do mundo, segundo Blenda Mallon.

Ilustração de Fátima.



Presente de amor marido, Coleção da Vivara.
Mas o que significa a Hamsa ou Mão de Fátima? segundo o livro Como compreender símbolos: guia rápido sobre simbologia nas artes , a hamsa ou hamesh é um amuleto em forma de mão estilizada, conhecida como "cinco" em árabe ou hebraico (lembrando que árabes e hebreus são o povo semita). O símbolo é conhecido como mão de Fátima, no Oriente Médio e tem como papel proteger contra o mau olhado.
Mão de Fátima em prata, Marrocos.


O dicionário de simbologia de Manfred Lurker indica que a mão simboliza felicidade, força e bênção.

https://insta.orenya.com/tag/Hamesh


O livro Símbolos místicos: um guia completo para símbolos e sinais mágicos e sagrados, a mão de Fátima significa o poder espiritual e temporal, além de força, proteção e dominação. No Islamismo, o signo representa os cinco pilares da fé muçulmana: fé, prece, peregrinação, jejum e caridade. Também simboliza a família de Fátima, seu pai Maomé, ela, seu esposo Ali e seus dois filhos Hassan e Hussain.


Além de ser um pingente que pode ser carregado no pescoço, a hamsa é também usada na decoração como adesivos, peças em porcelana, metais variados, quadros, tapetes, mantas e roupas de cama. Quem quiser incorporar este antigo e importante símbolo de proteção vai contar com uma variedade de objetos para auxiliar na tarefa essencial do dia de hoje: ajudar a nos livrar do mal:
https://www.bemcolar.com/quadro-decorativo-mao-de-fatima

https://www.elo7.com.br/adesivo-parede-hamsa
https://pt.aliexpress.com/item/Hamsa-Hand-Indian-Mandala-Floral-Multifunction-Tapestry

https://www.americanas.com.br



https://pt.aliexpress.com/item/Hamesh-Hamsa-Hand-of-Fatima-Eye-Polyester-Indian

Que possamos renovar todos os dias nossa intuição e recordar que ter fé, fazer nossas preces ou orações e ajudar aos outros nos aproxima cada vez mais de Deus.
Um beijo e até logo:
Andreia Regina
@blogterapiadacasa


quarta-feira, 27 de junho de 2018

O dia que comecei a pensar em minimalismo


Olá pessoal, tudo bem? Trago boas notícias: finalizei as disciplinas da faculdade. Depois conto como foi esse projeto. Agora já posso  retomar meu divã aqui.
O post de hoje é sobre um caminho que a minha vida tomou quando fiz 40 anos e que acredito que vai me ajudar pelos próximos 40 ou mais... o dia que comecei a pensar minimalista.
Era mais uma visita de final de semana na casa de minha sogra. Ela perguntou como eu estava e lhe disse que o cansaço era grande, pois a diarista adoeceu e precisou faltar e eu tive que colocar em ordem as coisas de todo mundo, o que incluía do meu marido e seus dois filhos. A reação de minha sogra foi muito enfática, ela me olhou e perguntou se eu estava com saudades da minha pobreza franciscana. Na hora só falei que não estava e voltei para casa com aquela pergunta na cabeça.
Meditação de são Francisco.
Caravaggio

Dias depois de processar o evento, fui buscar fotos de minha casa de quando eu era solteira e vi que era tudo bem simples, espaçoso e útil. Na sala havia um sofá, um rack com uma TV, DVD e aparelho de som, dois porta retratos e souvenir de viagem. Na sala de jantar havia uma mesa de madeira maciça com 4 cadeiras, que depois substitui por uma de metal, duas prateleiras com mais souvenir e presentes. Na cozinha, um paneleiro e um armário aéreo de duas portas. O fogão era minúsculo e a geladeira era a menor que existia. Já no home office havia uma estante de bambu com meus livros, um cabide com minhas bolsas, um painel de cartões postais e minha cama de criança, além de minha mesa com o computador. Na suíte, minha cama de madeira maciça, minha mesa de cabeceira, um guarda-roupa e nada mais. Na varanda tinham duas cadeiras modelo diretor de cinema, plantas e só. 
Percebam que eu não vivia realmente um estilo de pobreza franciscana. Tinha móveis úteis e de boa qualidade, investia em materiais duráveis, como madeira e bambu e tinha um estilo mais intimista. Com o casamento tudo se multiplicou. Na hora de fazer a lista para os presentes senti a pressão: pedir o que era caro, ou só sugerir o que seria útil e que não possuía ainda? Optamos pela segunda opção e fizemos nosso casamento uma festa feliz para todos que puderam nos presentear com aquilo que faria parte de nosso cotidiano.
Então depois de examinar as fotos, entendi que minha sogra estava confundindo consumismo com bem estar. Eu mesma estava vivendo essa confusão, acumulando mais do que devia, usando todo o meu crédito para comprar coisas que no mês seguinte não fariam mais sentido para mim ou para a minha família. 
Quando eu era solteira, não gastava tanto tempo limpando, organizando, arrumando. Pagava o financiamento da minha casa, a prestação do meu carro e ainda sobrava dinheiro todo ano para fazer uma viagem. Saía com os amigos para bares, restaurantes e podia comprar uma roupa ou sapato quando o evento pedia algo novo e especial. Claro que já fui muito consumista, investindo em roupas de marcas, joias de ouro, bolsas de grife, mas quando tive meu primeiro problema com cartões e precisei da ajuda de minha mãe para controlar as compras, foi quando realmente repensei aquela trajetória de gastos. Por isso, quando fui morar sozinha aos 24 anos, minha prioridade era ter uma morada funcional e nada mais.
Aquela frase de minha sogra me fez questionar os meus últimos anos de compras por impulso e hoje só posso agradecer o bem que ela fez me lembrando que “menos é mais”. Busquei aprender sobre como retomar aquele caminho. Li Marie Kondo dois atrás, me encantei com ela, mas precisava de algo mais forte. Vi o documentário Minimalism, na Netflix e percebi que buscava um meio termo. Foi então que me caiu nas mãos o livro de Francine Jay e então percebi que ela era o farol que eu estava buscando. Devorei o livro em uma semana, lendo sempre que tinha tempo, tomando nota, fazendo planos, e partilhando isso com minha irmã, a jornalista Andrielle Mendes.

Francine Jay.
Documentário disponível na Netflix.


O primeiro foco foi nossa sala, que aqui abriga home office, sala de estar e sala de jantar. Foi libertador retirar livros, DVDs, CDs, objetos de decoração, porta retratos e ver as superfícies livres para o que precisasse ser feito.
O segundo foco foi o quarto de nossa futura filha. Em 3 anos de espera eu já tinha muitas coisas, como baldes, cesto, kit de berço, brinquedos comprados por impulso, bolsas de maternidade de primeira linha, mamadeira, chupeta, kit higiene, lembrancinhas para o chá de boas vindas, ou seja, quase tudo o que um bebê precisa. Algumas coisas foram doadas para 2 bebês, e o que ficou, está aguardando para ir pro novo lar.
O resultado foi que em 60 dias descartei 365 objetos, ou seja, a meta de um ano para um minimalista iniciante. Imaginem quantas coisas havia na nossa casa que não eram mais utilizadas, ou estavam aguardando um evento especial, ou até mesmo a pessoa especial chegar, nesse caso, estou falando de tudo o que eu tinha comprado para quando nossa bebê chegasse pela cegonha da adoção.
Sobre o destino das coisas? A maioria foi doada. A casa Seara Espírita Francisco de Assis vai receber parte dos objetos para o bazar solidário que existe lá. Outras coisas vou oferecendo para quem eu sei que vai precisar montar um lar. É assim que aquilo que não é mais útil para nós vai sendo importante para quem precisa. 
O trabalho por aqui não terminou, apenas começou. Ainda vou me dedicar aos armários de roupa, armários da cozinha e armários do meu home office, e a certeza é que muita coisa ainda vai sair, para que o bom humor, a alegria e o tempo livre se juntem e nos ajudem a ter nossos momentos em família sob as bênçãos de São Francisco.



Ser minimalista é um processo. Não quero ser o filósofo estoicista Diógenes, que só tinha um pão, uma roupa e um barril para viver. Mas quero ser uma pessoa que vai trabalhar não para pagar pelas coisas e sim para viver novas e boas experiências, valorizando o ser no lugar do ter.

E vocês? Que área de suas vidas precisam destralhar? Venham comigo e redescobriremos juntos um novo estilo de vida.

Um grande abraço e até logo.

Andreia Regina


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Nosso primeiro curso de adoção

Olá vizinh@s cosmopolitas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje ganhei essa folga e quero aproveitar para compartilhar tudo que aprendemos no nosso curso sobre adoção, promovido pela Comarca de Parnamirim-RN. O curso aconteceu dia 14 de março desse ano e só hoje tenho um tempinho extra para falar sobre ele.
Inicialmente quero falar das emoções que me rondavam naquela manhã. A ansiedade estava em alta e a euforia me deixou em um estado de muita sensibilidade, porém também de muita atenção, o que me ajudou a registrar com cuidado o que foi dito pela Promotora, pela Juíza, pelas Assistentes sociais e Psicóloga. Vou omitir os nomes pessoais, pois não pedi autorização para citá-las, combinado assim?

O grupo reunia quase 30 adotantes, a maioria já na fila de espera há mais de 2 anos e todos com o perfil de bebês ou crianças. A primeira fala foi da Promotora, que nos apresentou o termo responsabilidade parental e nos explicou que atualmente 65% das crianças que estão disponíveis para adoção possuem irmãos, enquanto 65% dos adotantes querem apenas uma criança. Logo, percebe-se que a conta não fecha. Eu e meu marido inclusive declaramos no nosso primeiro perfil que queríamos apenas uma menina. A fala da Promotora nos deixou bem sensibilizados com a possibilidade de mudar o nosso perfil, mas seguimos participando do curso. Como sugestão, ela nos deixou a dica de procurar o pensamento da pediatra e psicanalista Françoise Dolton nos seus estudos sobre os problemas das crianças e adolescentes.


Em seguida, recebemos a Juíza da Vara da Infância, Juventude e idosos da Comarca de Parnamirim-RN e ela nos fez refletir imensamente sobre o que de fato é adoção. Inicialmente, ela nos explicou que a adoção é um vínculo legal, no qual o laço afetivo assume o lugar do laço biológico, ou seja, o vínculo que se estabelece é afetivo para criar uma nova filiação no lugar do vínculo hereditário. Logo em seguida, ela nos esclareceu que existem 3 tipos de famílias: a família natural (biológica), a família extensa (parentes) e a família substituta (adotiva). Segundo a Juíza, com a adoção, os laços naturais são rompidos, para a defesa da nova família e dos novos vínculos. Sendo assim, a criança ou jovem é inserida em um novo núcleo familiar, o que lhe é um direito.


Após esse esclarecimento, ela passou a desmistificar o perfil que os adotantes selecionam e a limitação etária. O tempo da demora na fila depende do perfil selecionado pelos adotantes, sendo maior quanto menor for a criança (0-3 anos). Em si, o processo de destituição da família natural ou extensa é demorado, levando 90 dias no mínimo e 180 dias no máximo a partir da nova Lei da adoção nº 13.509/2017. Porém, as adoções ilegais, também chamadas de "adoção à brasileira", dificultam mais ainda o encaminhamento das crianças para abrigos monitorados pelas Varas de Infância, o que acarreta prejuízos para todos os interessados no bem estar das crianças e adolescentes.

Com a nova Lei, surge muitas mudanças positivas, mas que ainda não foram implementadas na sua totalidade pela carência de pessoal qualificado para as atividades. Um esclarecimento importante foi sobre as famílias adotantes que devolvem as crianças e jovens após o processo da adoção. A Juíza nos garantiu que essas pessoas são excluídos do cadastro nacional de adoção após análise da situação. Na nova Lei, a prioridade no Cadastro é para quem pretenda adotar crianças ou adolescentes com doenças crônicas, deficiências, necessidades especiais, e grupos de irmãos, para que se procure manter as relações entre o grupo, priorizando dessa forma o interesse da criança.

De tudo o que foi dito, uma das frases que mais me deixou bem pensativa foi:" A adoção é vínculo de amor, de afetividade e desprendimento". Três compromissos muito sérios que devem ser levados em conta, antes do ato da adoção.

O curso foi muito positivo, pois muitas dúvidas foram esclarecidas, o que vai ficar para um outro post. Eu e meu marido decidimos alterar nosso perfil. No primeiro ano desejamos uma menina de 0 até 1 ano e meio. No segundo ano alteramos para uma menina de 0 até 3 anos e em 2018, após o curso, adequamos o perfil para duas meninas com idades de 0 até 6 anos de idade.
A Vara nos informou que havia 37 meninas dentro de nosso perfil espalhadas em vários estados brasileiros. Como isso foi quase 30 dias atrás, vamos continuar aguardando e rezando para que ela ou elas cheguem o mais rápido possível para abençoar mais ainda a nossa família.
The Indian Association Promotion Of Adoption & Child Welfare: Mother & Child

Um forte abraço para todos e todas e nos sigam no Instagram, @blogterapiadacasa


domingo, 15 de abril de 2018

As terapias do biomagnetismo e da bioenergética

Olá vizinh@s cosmopolitas, quanto tempo distante!
Dessa vez, estive me readaptando para a rotina de trabalho em 4 escolas públicas, em dois municípios diferentes e em 8 níveis distintos, com 8 livros didáticos diferentes também, então, me desculpem pelo sumiço.
Justificativa dada, vamos para as novidades boas. Em janeiro de 2018 resolvi investir um tempo em meu bem estar físico e emocional e seguindo a sugestão de uma amiga, comecei sessões de terapias de biomagnetismo e bioenergética. Ela já havia me dito das mudanças que obteve fazendo as sessões com uma terapeuta em Natal-RN, mas vocês sabem que algumas pessoas são ainda como são Tomé, só acreditam vendo, e eu sou um pouco assim. Então, aproveitei as férias de janeiro e agendei minha primeira sessão.
Antes de falar de meu processo de descoberta, quero falar que pesquisei bastante antes de me decidir pela terapia integrativa e fiquei feliz ao saber que os resultados são reconhecidos por importantes entidades. 
Mas o que aprendi sobre biomagnetismo? É uma terapia alternativa que se utiliza de imãs para reequilibrar nosso PH interno e assim, restabelecer o equilíbrio bioenergético de nosso organismo, nos dando saúde em sua totalidade. 
http://www.acuariusyoga.cl/terapia/biomagnetismo/



Na minha primeira sessão, sentei numa cadeira confortável e a terapeuta me pediu para eu lhe falar sobre as minhas queixas físicas. Falei então de uma asma que me acompanhava desde a idade de 1 ano de idade e de problemas como renite, alergias e sinusite.  A partir daí tivemos uma longa conversa sobre a origem emocional dos males físicos e se eu lembrava ou sabia do gatilho de minha asma, foi quando disse que meu primeiro episódio tinha sido no dia que minha mãe saiu para a maternidade para ter meu irmão. Pronto, estabelecemos a origem emocional de uma doença que sempre me acompanhou, mas que só me atingia em situações emocionais aflitivas. Partimos então para o tratamento com os imãs, enquanto eu estava deitada numa maca confortável, ela consultava meu corpo e descobria quais órgãos ou emoções precisavam ser trabalhadas naquela sessão. A partir daí percebi que os imãs fariam muito mais do que reequilibrar minha saúde, ali eu estaria tratando de minhas emoções, presas ou adormecidas em meu subconsciente e inconsciente e que precisavam ser acionadas para eu aprender a me curar.
Deixei a primeira sessão com uma sensação de leveza física e emocional e me preparei para as sessões seguintes na certeza que iria seguir um roteiro, mas fui surpreendida por novas revelações sobre mim.
O que aprendi então nos últimos três meses? Que a forma como reagimos aos fatos que acontecem em nossas vidas cria uma memória em nosso organismo que pode nos desorganizar emocionalmente e fisicamente. Claro que muito já se tem falado disso, principalmente do quanto a desordem que nos queixamos tem relação com a nossa participação nos eventos cotidianos, mas, eu não imaginava que pequenas mágoas, decepções e frustrações pudessem interferir tanto em nossa harmonia interior. Agora eu sei e decido como reagir da melhor maneira possível aos problemas e desarranjos de outras pessoas.
A terapia me ajudou a ter mais consciência sobre meus processos mentais e relacionamentos com a família, amigos e com o meu passado. Sinto grande gratidão pelas 4 sessões que pude participar nesses últimos 3 meses e entendo que desenvolvi um interesse especial por cuidar mais de mim do que dos outros e de que preciso manter minha atenção plena naquilo que coloco a minha energia e meu querer. Afinal, a frase abaixo muito diz sobre minha nova jornada:
Quem quiser saber mais sobre essa minha nova jornada, deixa aqui nos comentários que eu posso fazer um novo post falando das sessões seguintes e o que aprendi em cada uma delas. Também posso deixar o contato do  espaço que me recebe e me ajuda a curar-me a alma e o corpo.
Um abraço cheio de luz e até loguinho:
Andreia Regina
  

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Faxina com Hilda na metade do tempo.

Olá queridos e queridas, tudo bem? Espero que sim e que a primeira semana de fevereiro esteja sendo bem generosa com todos e todas.
Para nós começou com a casa no caos de sempre e sem a nossa diarista. Como estou trabalhando apenas metade do expediente e na próxima semana já tem feriado de carnaval, montei hoje uma estratégia para dar conta da limpeza e organização enquanto minha faxineira não retorna.

Pin up Hilda, ícone plus size dos anos 50 e 60.

Quem está chegando no blog hoje, deve saber que tenho problemas na coluna que me impedem de fazer serviços mais pesados, como varrer, passar o pano, faxinar o teto, mas não pensem que não faço, faço e depois corro para o Cataflan em gel ou aerossol, risos.
E como comecei então esse trabalho? Primeiro, partir do fato de que minha diarista Andreia, como eu, leva oito horas para limpar e organizar uma sala integrada (home office, sala de visita e sala de jantar), 2 quartos, suíte, banheiro social, cozinha e área de serviço. Na parte externa da casa, ela limpa apenas a garagem, nós nos revezamos para cuidar dos 2 jardins e da área da frente. 
Porém, eu não tenho oito horas disponíveis para fazer uma faxina, como a maioria de vocês, então optei por dividir as oito horas em dois turnos de faxina, hoje e amanhã.
E por onde comecei? Fazendo uma lista de todas as tarefas, logo após o café da manhã. Em seguida defini que começaria a faxina às 8h da manhã e que ela precisava ser encerrada às 12h, ou seja, quatro horas de trabalho. Após a  LISTA, juntei meus materiais de limpeza e parti para a batalha com minha arma embaixo do braço: a vassoura.

Hilda, a linda pin up de Duane Bryers.

 Como fiz a lista? Escrevi os 8 cômodos principais da casa e em seguida, coloquei ao lado o que deveria ser feito. Quando podia, riscava uma tarefa realizada e partia para a próxima. A lista ficou assim:
1- Suíte: recolher a roupa suja, remover o lixo, limpar bancada com Multiuso, lavar sanitário com desinfetante e água sanitária, passar o pano no chão com desinfetante, limpar vidros do box com Cif, remover o lixo e colocar novo saco na lixeira.
Tirar as roupas de cama sujas, limpar a penteadeira e mesa de cabeceira com pano limpo, guardar sapatos, chinelos e bolsas, colocar lençol, colcha e fronhas limpas, varrer o quarto.
2- Quarto dos meninos: colocar brinquedos no lugar, tirar lençol sujo, varrer.
3- Quarto das futuras meninas: espanar e varrer.
4- Banheiro social:  recolher a roupa suja, remover o lixo, limpar bancada com Multiuso, lavar sanitário com desinfetante e água sanitária, passar o pano no chão com desinfetante, limpar vidros do box com Cif, remover o lixo e colocar novo saco na lixeira.
5- Sala integrada: organizar os objetos no lugar com ajuda do cesto, espanar móveis, tirar as capas das almofadas e mantas do sofá, limpar a mesa da sala de jantar com um pano embebido em álcool, varrer.
Hilda sendo mais esperta do que eu.
6- Cozinha: limpar e organizar bancada de mármore, varrer, passar o pano com desinfetante e água sanitária, guardar a louça limpa, preparar o frango no forno.
Serviços para amanhã:
7- Área de serviço: colocar a roupa para lavar, organizar as prateleiras, varrer o piso, separar itens para doação.
8- Garagem: varrer o piso e passar o pano com desinfetante e água sanitária.

Primeiro, quero chamar atenção de vocês para meus 5 materiais de limpeza que uso:
1- Desinfetante.
2- Multiuso.
3- Limpa vidros.
4- Água sanitária.
5- Álcool.

Ou seja, não precisamos de todos aqueles produtos milagrosos que prometem demais e fazem de menos. Então, fiquem atentos a comprar materiais que limpem mais áreas, sendo assim mais eficientes na hora da limpeza. Outra dica sobre os materiais de limpeza, aplique ele sobre as áreas sujas e espere eles fazerem parte do serviço. Por exemplo, eu aplico o Cif nos vidros e depois de 15 minutos limpo utilizando um pano seco. Também faço o mesmo com o piso da área de banho e dentro do sanitário.
Usar roupas confortáveis para a limpeza, risos.
Fiz a limpeza seguindo a ordem que coloquei acima, mas sem fazer pausas para distrações, Procurei ser profissional no serviço e manter o ritmo, mesmo quando a coluna reclamava. Limpei 6 ambientes em 3 horas, e na hora extra preparei o almoço, separei as roupas que lavo em casa das roupas que vão para a lavanderia.
Não falei sobre lavar a louça, não foi? O motivo é bem simples, pedi ao meu marido para lavar assim que ele chegou do trabalho na escola. Como teve apenas duas horas de aula, chegou bem antes e já adiantou esse serviço para mim. Na sua casa é essencial dividir tarefas com todos, inclusive com as crianças. Eu não organizei o quarto de meu enteado, ele fez isso sozinho, meu trabalho foi apenas varrer o piso.
Mas sem dramas na hora de cozinhar para a família.

Depois almocei com o meu amor-marido e meu enteado-filhote Iram. Para amanhã, vou passar o pano no piso da casa inteira, lavar e estender roupas e cuidar da garagem e área de serviço. Acredito que se mantiver essa organização e ritmo, farei tudo amanhã em 2 horas. Ou seja, terei o saldo de 2 horas para usar da melhor forma possível: lendo.

Fazer uma atividade leve e divertida após a faxina não tem preço.
E o que farei no final de semana? Vou aproveitar o feriadão de carnaval para caminhar na praia e ser mais feliz, inspirada nessa ruivinha de 60 anos de idade, Hilda, que tanto me inspirou hoje.
Bom trabalho, boa faxina e lembrem, dividir a limpeza da casa para conquistar a organização.
Um beijo e até loguinho:
Andreia Regina 


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Planner para planejar 2018

Olá gente, tudo bem?
Espero que estejam ótimos e ótimas. Já no fim das férias, mas cheios de espírito de renovação para encarar 2018 com uma atitude diferente, afinal, aquilo que não podemos mudar no país, vamos mudar dentro de nós.


Eu falei para vocês na última postagem que tomei como resolução melhorar a minha relação com meu tempo livre, reduzindo o tempo gasto nas redes sociais de forma inútil, como jogos que nos aprisionam em missões, como o The Sim's para mobile e parar de ver tantas fotos no meu perfil pessoal do Instagram. Mas outra mudança que me coloquei foi abandonar a agenda e investir em um Planner.
A escolha foi motivada pela experiência de 2017, terminei o ano com a agenda parcialmente vazia e com um bloco de anotações lotado. Ou seja, ter um lugar apenas para anotar compromissos não me ajudou muito. 
Então fui buscar um planner na livraria mais próxima e fiquei impressionada com o preço: R$ 98,00 [FORA DA REALIDADE].
Em seguida fui ver blogueiras e vlogueiras ensinando a fazer planners a partir de cadernos e gostei da ideia, mas precisaria de um tempinho para personalizar o meu, daí veio a ideia de procurar um planner para impressão já pronto e me deparei com o site www.queseame.com da carioca Bruna Santos e descobri que ela disponibilizou uma versão para impressão totalmente grátis e outra versão mais completa para quem quisesse investir. Baixei a primeira versão e em alguns dias já estava apaixonada pela ideia, fazendo o investimento e adquirindo o meu, de forma super fácil no site.
E como montei meu planner 2018? fiz a impressão em casa das sessões e páginas que iria usar para o mês de janeiro. Em seguida, comprei uma pasta de papelão, colei um poster na frente e organizei as folhas do planner de acordo com as sessões.
Disponível em: www.queseame.com



Preferi elaborar de acordo com meus gostos e com a minha estética, mas o planner já é lindo e dependendo se você vai encadernar ou usar uma pasta para arquivo para colocar ele, já vai ficar bacana ter algo para registrar seus livros, seus filmes, seus planos de estudo, a organização daquela viagem, o orçamento, compromissos, seus contatos, suas anotações, seus médicos, seus hábitos e a frequência deles e outras sessões que vocês podem conhecer acessando o site da Bruna Santos.
Como janeiro estou em férias total, utilizei algumas sessões mais do que outras, mas assim que o ano começar depois do carnaval, mostro para vocês como ficou.
Agora é tornar o planejamento um hábito até que vire um costume e me ajude a melhorar a minha organização e relação com o tempo.

Espero que esse ano seja mais produtivo para todos e todas nós.
Um beijo e ótimo restinho de janeiro:
Andreia Regina

Você vai gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...