domingo, 17 de julho de 2016

Maternidade e missão



Olá todo mundo. Saudades de conversar com vocês. Os últimos meses foram de muita luta e dor na nossa família com a partida de meu amado sogro e segundo pai para a pátria espiritual, mas, quatro meses após sua partida, é hora de retomar o ritmo da vida e recomeço hoje compartilhando com vocês um artigo que escrevi dois meses atrás e foi publicado no Jornal O Seareiro, ano VII, edição nº 30.
No artigo, discuto o papel da maternidade na vida das mulheres, sejam elas mães pelos laços de sangue ou pelos laços espirituais.
Espero mesmo que gostem da leitura e que possamos retomar nossa terapia da casa. Um forte abraço e muita luz.


Ao longo dos milênios, abundaram exemplos edificantes de mães que se consagraram no exercício da maternidade, compreendendo a tarefa como uma missão dada pelo Pai Celestial e que deve ser cumprida com responsabilidade, amor e zelo. Maria, aparece como um dos mais sublimes modelos de maternidade, quando se torna veículo da vinda do filho de Deus e assume o papel de educá-lo, acompanhá-lo e encorajá-lo nos momentos mais difíceis de sua jornada no plano terreno.
Na ciência antropológica, defende-se que a maternidade é uma construção cultural, que se desembaraçou dos impulsos instintivos muitas eras atrás. Ou seja, o sentimento de ser mãe na concepção de uma tarefa missionária ainda não é entendido por muitas, que esquecidas dos compromissos estabelecidos no plano espiritual, tratam sua prole com negligência, abandono e desinteresse.
Sobre a função da mulher diante da maternidade, Cury (2015, p.26), nos informa que: “O seu papel era imenso, portanto, e enorme a sua responsabilidade, haja em vista que a ela cabia preparar o homem futuro (seu filho ou seus filhos) no sentido de seres humanos encarnados – homens e mulheres”.
Sendo a família o espaço das primeiras sociabilidades do indivíduo, cabe então à mulher, no papel de mãe desempenhar os primeiros cuidados e assegurar o afeto necessário para o pleno desenvolvimento psicossocial da criança. Graças à bênção do esquecimento de nossas vidas passadas, adentramos em uma família sem lembrar dos desafetos ou laços de ternura que nos envolviam, podendo assim retomar uma nova existência para promover a união harmoniosa entre os familiares ou aparar as arestas necessárias no nosso caminho evolutivo.
Mas de onde advém esse compromisso da mulher para a maternidade? A espiritualidade amiga nos esclarece essa questão no Livro dos Espíritos, na pergunta de número 821, formulada pelo Codificador Allan Kardec (2006, p.427):
- As funções a que a mulher é destinada pela natureza terão importância quanto as deferidas ao homem?
- Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida.
Ou seja, enquanto seres sociais e culturais, somos dependentes desde o momento do nascimento da figura materna, que nos alimenta ao seio ou nos coloca sobre seu peito para que possamos sentir seu calor maternal. Sendo assim, o filho ou filha, exige afago e afeto, para que se desenvolva um apego saudável. Essa mãe, então, precisa ser nos termos da psicologia, uma mãe suficientemente boa para amar e instruir nos primeiros passos pela vida.
Sobre esse aspecto, Franco (2015, p.12), nos informa que: “Quando procria com responsabilidade atinge um dos momentos clímax da existência, especialmente quando se torna consciente do significado da progenitura”.
O conhecimento do significado da progenitura se aplica tanto ao homem quanto à mulher, sendo tarefa conjunta educar e orientar os filhos nos caminhos terrenos. Mas quando a consciência desse papel não se instala, assistimos tristemente os casos de aborto, violência e perversidade que se revelam instrumentais para o desalinho da sociedade e que conduzirão à terríveis provações aqueles que se negaram a assumir o compromisso estabelecido anteriormente ainda no plano espiritual. Como nos adverte Franco (2015, p.32): “Os filhos são responsabilidades sérias que não podem ser descartadas sem as consequências correspondentes”.
E quando os filhos biológicos não chegam? Aí ocorre o que chamamos de maternidade afetiva, quando homens e mulheres entendedores da importância da maternidade para burilamento de seu espírito e prova para evolução moral individual, buscam reencontrar aqueles espíritos que já cruzaram seus caminhos em outras reencarnações para dessa maneira, continuarem com a sua missão terrena.
O próprio Jesus de Nazaré nos revelou o papel dos laços espirituais na construção das afinidades que nos reúnem nas famílias, mostrando o lar como espaço privilegiado para o amor ao próximo e exercício da caridade. É Santo Agostinho (2004, p.279) que nos faz o alerta:
“Ó espíritas! Compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?”.
Assim, a maternidade é uma missão de suma importância para evolução dos espíritos encarnados e progresso moral da sociedade em conjunto. Maria João de Deus, mãe do caridoso e amado Chico Xavier, provou que o amor materno sobrevive ao túmulo, pois mesmo depois de desencarnada nunca deixou de trazer alento e afago ao filho querido, deixado para cumprir outra missão na terra. Que todos possamos lembrar da nossa missão, seja no papel de filhos, seja enquanto pais.
Muita luz!
Referências bibliográficas:
CURY, Antônio Moris. O papel da mulher. In: Anuário Espírita 2015. Mulheres, cristianismo e espiritismo. São Paulo: Ide, 2015.
FRANCO, Divaldo. Constelação familiar. 3.ed. Salvador: Leal, 2015. Pelo espírito de Joanna de Ângelis.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida. 124. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004.
____________. O Livro dos Espíritos. Princípios da doutrina espírita. 84. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006.





terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Os motivos para uma adoção

Muitas pessoas já chegaram em determinado momento de suas existências e imaginaram que poderiam transformar a sua vida e de outras pessoas através da adoção. Das minhas leituras da história e legislação, descobri que ao longo do tempo o conceito de adoção foi sendo modificado e as motivações também. 
Para nós, já são cinco meses de caminhada nos percursos do processo de adoção. Nesse tempo aprendemos que  a primeira e mais importante coisa de todas é tomar a decisão pelos motivos corretos. A segunda é procurar se informar, conhecer a legislação, ler obras que versam sobre a temática e finalmente se alimentar todos os dias de fé, amor e esperança.






Sobre as motivações de cada um (uma), lembrei do filme O que esperar quando está esperando. O filme com um elenco brilhante, foi produzido para promoção do livro de mesmo nome e sucesso absoluto de vendas nos EUA.

De todas as histórias contadas na trama, a mais interessante para mim é a de Holly Castillo, interpretada pela diva JLo. Holly é apaixonada por crianças, mas não consegue engravidar. Já fez todos os tratamentos possíveis e acredita que a única forma de conquistar o sonho da maternidade é buscando uma adoção internacional. A sua motivação é ser mãe, e para isso não importam as fronteiras.
No filme, a personagem é casada com um homem que tem dúvidas sobre o processo de adoção, interpretado pelo talentoso Rodrigo Santoro.

A história mostra que o casal mora em uma casa pequena, alugada e que pretende financiar uma casa maior para chegada do filho adotivo. Holly não tem um emprego estável e de repente percebe que eles não têm mais tempo para uma preparação financeira após uma demissão. Claro que não vou contar os detalhes do filme, assim, quem ainda não viu pode correr pra assistir, pois vale a pena.
Mas é fundamental lembrar que os elementos citados acima são todos muito importantes antes do início do processo. Começando pelo fato das pessoas envolvidas estarem abertas para a aventura que é a adoção. Apenas um ter o desejo não é suficiente. É uma decisão em conjunto e deve ser feita com afeto e sabedoria.
Depois, criar um planejamento financeiro, como numa gravidez biológica. Todos se preparam para a compra das fraldas, para o plano de saúde e decoração do quarto mais o enxoval após as primeiras semanas da gravidez, aqui não existe diferença. É preciso cuidar das mesmas coisas, com a vantagem que é o fato de poder abrir uma poupança ou começar aos poucos montando o enxoval, de cama e banho. As roupas, sapatos e móveis só quando a filha ou filho chegar.
E o terceiro ponto é ter um espaço físico adequado para receber a criança. Nesse caso, um quarto pequeno é suficiente, mas que esteja de acordo com a segurança e bem estar do novo ou nova proprietário (a).

Nossa motivação é ter uma família grande e afetiva. Queremos adotar pela riqueza e beleza da experiência em nossas famílias, porém conscientes das problemáticas e esperas prolongadas do processo.
Ficou curiosa (o) sobre o processo? Procure a Vara da Infância, Juventude e Família mais perto de sua casa, sempre lembrando que todos somos adotados, até Jesus é filho adotivo de José.
Um Natal de muita luz e paz para todos (as) e boas festas.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Sobre as escolhas de final de ano

"No fim das contas, apenas três coisas importam: o quanto vivemos bem, o quanto amamos bem e o quanto aprendemos a abrir mão". Jack Kornfield.
Dizem que o clima das festas de fim de ano deixa todo mundo reflexivo, eu não concordo com isso, pois sou reflexiva todos os dias. E nos meus diálogos internos tenho descoberto que a frase acima tem muito a dizer sobre cada escolha que fazemos.
Escolhemos ter um estilo de vida mais simples e real ou um estilo de vida fantasioso, idealizado, do tipo " perfeito para compartilhar no Facebook".
Escolhemos amar as pessoas desinteressadamente ou prender as mesmas em gaiolas de ouro ou ser presos em seus egoísmos.
E por fim, escolhemos mudar de rumo e ser mais flexíveis como um bambu, ou nos engessamos em determinadas situações ou armadilhas mentais por tempo indeterminado.
Mais uma vez reforço que muito mais importante que desejar um ano novo é fazer um novo eu. É mudar a roupa da alma, não apenas a roupa que se veste nas festas de fim de ano. A mudança para a felicidade deve começar a cada dia, em cada despertar, pois não podemos deixar para encontrar a felicidade e o equilíbrio quando tudo estiver bem e perfeito para compartilhar nas redes sociais. Precisamos decidir ser felizes e equilibrados agora, bastando para isso: viver bem, amar bem e escolher bem.
Ótimas festas para todos e todas.
Um abraço e até loguinho.
Andreia Regina

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Gravidez afetiva ou gravidez do coração? as exigências da adoção

Tempo demais que a gente não conversa, mas a maioria de vocês já sabe como é a minha vida de professora e eterna estudante, então me desculpa, tá?
Mas o que andei fazendo de junho até agora? me preparando para a minha gravidez afetiva. Já ouviu falar sobre isso? Algumas pessoas chamam também de gravidez do coração, ou gravidez invisível. Você pode conhecer também como adoção.
O desejo de ser mãe e pai é algo muito forte em nosso casamento, e mesmo meu esposo tendo dois filhos, sempre alimentamos o sonho de ter um outro filho biológico e uma filha trazida pela cegonha. Quem aqui é a cegonha? É a mãe que carrega, transporta, alimenta e ao final, doa seu filho ou filha por várias questões tão complexas que nem cabem aqui nessa página a sua discussão.
Posso dizer que nossa espera começou no final de julho e desde então temos estudado, lido e descoberto muitas nuances dessa aventura que é amar alguém que ainda não conhecemos. É um exercício fabuloso que já nos trouxe muita alegria, esperança e amor, mas que também tem suas exigências e vamos falar um pouco delas.

A primeira exigência é sondar seu coração e descobrir quais são os reais motivos para adoção. Eu e meu esposo conhecemos casos lindos de filhos adotivos que se tornam a base da estrutura do amor em suas famílias e queremos muito vivenciar essa situação de afeto. Sugiro mesmo verificar se a adoção não é uma forma de substituir algo que lhe falta e assim, o filho ou filha acaba sendo cobrado em excesso. 
A segunda é que adoção deve ser legal, no sentido de que o primeiro passo de todo pretendente é buscar informações na Vara da Infância e Família mais perto de sua residência. Assim, de posse da lista de documentos e exames médicos, o casal, ou a pessoa que pretenda fazer a adoção sozinha, poderá reunir as certidões, declarações e atestados e o mais rápido possível retornar para dar entrada no requerimento para adoção. Depois da apreciação do (a) Magistrado (a) e visitação e entrevistas da assistente social e psicóloga (o) é que você entrará para o Cadastro Nacional e poderá em algum tempo conhecer seu novo filho ou filha. O tempo depende do perfil da criança ou adolescente. Quanto mais limites, mais longa é a espera.
A terceira exigência é se preparar para a reação das pessoas. Nós ainda estamos construindo no Brasil uma nova cultura da adoção. Leva tempo mudar uma visão da sociedade sobre determinado tema e em relação aos filhos e filhas do coração não é muito diferente. O preconceito e a ignorância podem surgir onde menos esperamos, então, prepare a mente e o coração para argumentar com todo respeito e defesa da causa.
A quarta exigência é se apropriar da adoção, lendo artigos, livros e depoimentos confiáveis que possam ajudar no alívio de suas dúvidas e acima de tudo, na certeza de quais passos serão necessários até a chegada do filho ou filha.
A quinta exigência é segurar a ansiedade e não sair visitando abrigos. As crianças que se encontram nesses espaços institucionais estão ali temporariamente e apenas a minoria se encontra apta para adoção, então é melhor dar entrada nos documentos na Vara da Infância e Adolescência de sua Comarca e aguardar o andamento do processo.

Nós estamos ainda no começo de nossa jornada, mas estamos felizes pela certeza que nosso pequeno milagre em breve estará conosco. Pode demorar ainda um semestre, um ano ou até mais, mas confiamos que tudo vai acontecer no momento propício.
Um forte abraço e até loguinho.
Andreia Regina

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Por um dia dos namorados com mais amor

Semanas atrás a minha timeline do Facebook foi tomada por uma enxurrada de discussões favoráveis e outras se posicionando contra o comercial produzido pela Boticário como campanha do Dia dos Namorados.
Nele, casais homoafetivos e heteros trocavam presentes. Eu corri para os jornais e sites e li várias matérias sobre o pavor de algumas pessoas que se disseram representantes da família brasileira, acusando uma propaganda como instrumento para deturpar os valores morais da cultura judaico-cristã.
Interessante que eu procurei ler as opiniões de ambos os lados, vi os memes postados, as charges e vídeos produzidos, mas não cheguei a assistir o comercial. Apenas ontem, finalmente pude acompanhar a peça publicitária que gerou tantas polêmicas e discordâncias em todas as regiões do país, e assim, posso agora opinar aqui na nossa terapia da casa.
A primeira constatação, o comercial não trouxe nenhuma novidade, pois a homossexualidade sempre existiu no mundo, inclusive no meio natural e entre a humanidade, ela sempre esteve presente ao longo da história.
Segunda constatação, todas as sociedades perseguiram aqueles que se desviavam  da moral pretendida para a época. Por mais que algumas pessoas julguem as escolhas amorosas e afetivas de outras, é preciso pensar no quanto de ética nos falta para aceitar e compreender o outro em suas decisões.
Última constatação, enquanto casais homoafetivos lutam pelo respeito ao seu amor numa sociedade hipócrita como a nossa, meninas e mulheres são violentadas e mortas pelo ódio e misoginia de jovens e homens que se dizem héteros. Então, onde está o problema do comercial?
O problema está na nossa moralidade, que está aquém de uma ética de respeito ao próximo e de tolerância pela singularidade da identidade de cada um.
Como antropóloga e historiadora, entendo que muitos se sentem ameaçados dentro de suas convicções quando precisam confrontar a alteridade, mas também compreendo que todos devem fazer o esforço de superar o choque inicial e praticar o relativismo, pois tolerância, respeito e amor são mais importantes do que preconceito, julgamentos e intolerância.
 
Nenhum Deus aprovaria tanta discriminação, perseguição e preconceito. Então, que possamos refletir no direito da diversidade que compete a todos, por um dia dos namorados com mais amor e mais compreensão.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Chá temático: Amelie Poulain

Olá, estão bem? Espero que sim!
Como prometi, nossa conversa aqui no divã melhorou bastante nas últimas semanas e vamos continuar nesse ritmo que eu estou gostando muito.
Eu havia prometido mostrar para vocês os detalhes da decoração do chá de panela temático que organizei para minha irmã e hoje é o grande dia. Todo mundo preparado?

 O chá aconteceu no dia 03 de maio, no Odysseus Cursos. Apesar de contar com um pátio externo, optamos por fazer na recepção pelo tempo nublado que fazia.
A festa era para 40 pessoas e fizemos o aluguel antecipado das mesas, cadeiras e toalhas brancas.
Sobre as mesas colocamos um mini baleiro, com a mesma arte do convite e quatro colheres com um doce cada uma, referência a colher que Amelie usa para quebrar sua sobremesa favorita, quem lembra?
O painel foi feito com 3 metros de tecido, comprado na cor verde com pequenas cerejas e maçãs formando um padrão muito bonito. 
O poster do filme foi comprado por mim alguns anos atrás numa loja do Mercado Livre. Podem conferir que vão achar. Aproveitei uma moldura que já tinha, mas tenho planos de conferir um status melhor trocando a moldura.
Como podem ver, as cores predominantes foram vermelho, verde e branco. O que deixou tudo bem harmonioso e com muita graça. As convidadas adoraram a atmosfera.


Respeitando o desejo da noiva de que menos é mais, montei uma mesa bem simples, uma torre Eiffel, comprada numa loja de atacado chamada Iskisita, uma torta de maracujá e um baleiro com docinhos deliciosos. Algumas colheres foram dispostas para preencher o espaço.

 Preparei dez lembrancinhas para as brincadeiras. Comprei bolsas de maquiagem com o tema Paris e coloquei em sacolas vermelhas, para dar um charme.
 Cada convidada recebeu ainda um mini ralador de alumínio, um cupcake decorado e um kit guloseimas, que foram dispostos em um grande armário de madeira.
Que foi decorado com a Tilda da Amelie Poulain, uma torre e uma máquina fotográfica, em alusão ao filme:
 

O cardápio foi característico de um chá de final de tarde: pão de queijo, patês, queijos variados, salame, torta salgada, torta de limão, salgados de forno, docinhos diversos, bem casados em formato de coração, biscoitos, café, suco e refrigerante.

Planejar uma festa temática é para as fortes, então, sugiro muita pesquisa, disposição para encontrar bons fornecedores, atenção na hora de adquirir os itens para decoração e finalmente, muita paixão para que tudo seja lindo.

Espero que tenham gostado da minha ideia e que possam se inspirar também.

Um super abraço e muita luz.

domingo, 10 de maio de 2015

Você sabe ser mãe?

Antes de ser antropóloga, imaginava que todas as mulheres tinham nascido para ser mãe, mas nos últimos 12 anos aprendi que ser mãe é uma construção cultural e não biológica. Não fico mais chocada com as mães que não querem ficar com seus filhos, que barganham os minutos que podem passar longe deles. Fico desapontada por ver tantas mulheres nas filas de adoção, nas clínicas de fertilidade ou nas maternidades lutando pelo direito de ser mãe 365 dias, enquanto algumas querem apenas ser mãe na metade do ano.
Obrigada mãe
, você é uma excelente mãe, amiga, conselheira e crítica. Só você para me amar e ainda aceitar dois enteados meus como seus netos. Prometo que um dia lhe daremos mais netos, biológicos ou culturais

Você vai gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...