terça-feira, 22 de novembro de 2016

O ano da separação


2016 foi um ano de rupturas, quebra de paradigmas e mudanças de toda ordem, mas um dos elementos mais comentados na área dos relacionamentos foi a quantidade de separações, iniciadas no mundo das celebridades, mas também mais comuns no cotidiano nosso de cada dia, atingindo pessoas amigas, parentes e colegas de trabalho.
 

Eu já passei pela ruptura de um relacionamento longo e de fato, aprendi que o tempo é o melhor remédio. Olhando por outro lado, percebo que algumas separações são necessárias, pois no caso das famílias, alguns casais se juntam apenas para dar o melhor de si para os filhos e por essa razão, quando eles não se afinam mais, é melhor a separação do que um casamento conflituoso que faz mais mal do que bem para todos e todas.

Por mais dolorosa que ela seja, a separação as vezes é o ponto final de uma missão que começou na concepção dos filhos, mas que se faz urgente para que cada um busque novos sentidos e outras metas em sua vida. Meu objetivo aqui não é fazer a apologia do divórcio ou da separação, mas lembrar que a ruptura também é importante para que cada parte recomece uma nova jornada.
 

Inicialmente, cada um precisa reaprender a viver consigo mesmo. Dividir a vida com outra pessoa é muito mais do que dividir uma cama ou um sofá, por isso é importante relembrar quem a pessoa era antes do outro, o que ela fazia quando estava sozinha em casa, que gostos possuía e que não lembra mais, quais amigos eram mais chegados e por qual motivo eles não são mais.
 

A chave para o recomeço está dentro de cada um. Tenho certeza que se você se reconectar com sua essência, algumas gavetas do passado vão ser reabertas e vai lembrar que você pode continuar existindo, depois da separação, até porque todo mundo começa sua jornada sozinho e precisa continuar sua trajetória por si mesmo ou pelos filhos que são o resultado do relacionamento.

Eu penso que se um dia eu me separar de meu marido, eu faço desse mau momento uma nova oportunidade de me reinventar, mudo a cor do cabelo, mudo de casa, quem sabe de cidade, mas precisamos nos reequilibrar de alguma forma e se não for possível fazer isso só, buscar ajuda de um especialista para ajudar nessa reelaboração.

Tem uma frase de Oscar Wilde que nos ajuda a pensar muito sobre autoestima:
 

Ou seja, o único amor que dura para o resto da vida é o amor próprio. Então se não sabe onde o seu foi parar depois de tanto tempo de relacionamento, jogue um balde no poço de suas emoções e memórias e resgate quem você é de melhor e recomece a viver.

Um forte abraço com muita paz e luz!

Um ótimo recomeço.

sábado, 19 de novembro de 2016

Existe vida fora do Facebook?

Olá gente, tudo bom com vocês?
Eu estou legal, mesmo diante de tudo que acontece no mundo a nossa volta. Hoje no nosso divã vamos conversar um pouco sobre exposição nas redes sociais e o poder das novas mídias em nossas vidas.
Alguém pode perguntar que tema é esse no nosso momento de terapia, mas estamos precisando mesmo falar sobre o quanto as novas tecnologias estão impactando nossa vida, nossa rotina e nossa família.
Inicialmente quero dizer que sou admiradora da inventividade humana. Investigo faz tempo essa temática e já ministrei disciplinas na pós-graduação sobre cibercultura e novas mídias.
Um dos livros que eu acho bacana para quem quer aprender sobre a evolução dos meios de comunicação é Uma história social da mídia: de Gutemberg a internet, dos historiadores Asa Briggs e Peter Burke. Fica a dica para quem quiser se aprofundar na discussão.

Como sou uma imigrante digital, foi apenas na transição do século XX para o século XXI que comecei a ter contato mais forte com a internet e o computador. Depois eles se transformaram em importantes ferramentas para meu trabalho e diversão. Em 2005 entrei no Orkut, atendendo ao convite da filha de uma amiga. Em poucos meses já tinha quase mil amigos, a maioria ex-alunos e adorava receber os depoimentos e ver as comunidades abertas para mim por eles.
Em 2007 li uma matéria numa revista de grande circulação sobre uma nova rede social norte-americana que estava chamando atenção das celebridades: Facebook. Curiosa, fiz meu perfil e na época as postagens eram em inglês, pois apenas meus penpals (correspondentes estrangeiros) usavam a mesma rede. Porém nos anos seguintes, o Orkut foi perdendo sua força e o Facebook conquistando novos adeptos, de forma que em pouco tempo, muitos já tinham migrado de uma rede para outra. Eu permanecia nas duas, mas com mais atenção para o Facebook.


E aí, comecei a perceber que as coisas tinham sido modificadas drasticamente. Não era apenas uma mudança de uma rede para outra, as pessoas passaram a usar a nova rede em busca de compaixão pelas suas dores, likes para suas fotos e enviar indiretas ou diretas grosseiras e má educadas, que jamais fariam frente a frente de seus desafetos temporários. Rapidamente, a nova rede se configurou em um espaço de super exposição de problemas, de hábitos de consumo, ataques religiosos e políticos e pior, de uma realidade falseada e maquiada.

Enfim, depois de tantas reflexões, eu e meu amor marido deixamos o Facebook e fomos viver a vida de antes das redes sociais. Reaprendemos o valor de acompanhar boas séries, de visitar sites e blogs legais, retomamos o hábito da leitura antes de dormir, trouxemos para as crianças a importância dos jogos em família, desde Detetive e Quest até Jogo da Vida ou War Mitológico, voltamos a convidar nossos amigos para tomar um café conosco em nossa casa e melhor, reduzimos bastante a exposição de nossas vidas e dos meninos para pessoas estranhas. Ou seja, relembramos que existe vida fora do Facebook.

Não custa nada cada um tentar também. Nem tudo de bom ou de ruim que acontece em nossas vidas precisa ser compartilhado com uma multidão que em nada pode nos apoiar ou ajudar. No fim das contas, a chegada na maturidade me ensinou que nossos melhores amigos contamos entre os dedos das mãos, não entre seguidores ou amigos do Facebook.



Um super abraço para vocês. Vou ali na feira livre ver pessoas, sentir aromas e me abastecer dos frutos da terra.

Beijos e muita luz.
Andreia Regina

 


domingo, 6 de novembro de 2016

De quantas canecas você precisa para ser feliz?

Olá gente, tudo bem com vocês?
Eu estou bem, já nem acreditando que estamos a menos de 60 dias para o final do ano de 2016.
Estou confiante que vou reescrever uma nova história em 2017, e para fazer um roteiro de sucesso para boas mudanças na vida resolvi colocar as coisas em ordem aqui na nossa casita antes de qualquer transformação.
Uma delas foi me informar mais sobre como ter apenas aquilo que amamos e que nos é útil em nossa casa. E fui aconselhada por grandes especialistas sobre os cuidados de nosso lar, a Marie Kondo e Cynthia Townley Ewer.


Cynthia Townley Ewer





Com o livro de Cynthia Townley Ewer aprendi o quanto é importante cada coisa ter o seu lugar dentro de nossa casa. Para minha família isso é um grande desafio, pois temos livros demais, filmes demais, jogos demais e quando menos esperamos, algo ficou no meio do caminho e num lugar diferente do que da última vez. Indico para quem quer aprender também rotinas de limpeza e organização. Comprei o meu na Livraria Leitura, em João Pessoa.











Marie Kondo




A mágica da arrumação, quem me apresentou foi o aplicativo de leitura de e-books da Saraiva. Apareceu na minha biblioteca uma amostra grátis do primeiro capítulo e eu de imediato fiquei interessada na obra. Mas preferi comprar o livro no formato impresso, inclusive para poder emprestar e ajudar outras pessoas interessadas no exercício do desapego para melhorar a organização da sua casa. Comprei meu exemplar na Saraiva do Midway Mall, um dos shoppings de Natal.

A última aquisição foi Isso me traz alegria. Mais uma vez Marie Kondo nos mostra como é importante desapegar de presentes, cartas, fotografias, e principalmente livros. Amei a leitura e foi ele quem me impulsinou a colocar em prática a necessidade de manter apenas aquilo que amamos e que é importante na nossa vida.

Então a partir das leituras e reflexões dos três livros resolvi atacar um problema por vez. O primeiro ponto foi a nossa biblioteca. São três estantes de livros, mais nichos e livros espalhados nas mesas de escritório, na sala de visita e muitos nos quartos. Um verdadeiro paraíso para neerds, geeks, crianças, adolescentes e especialistas em ciências humanas, mas de fato, o que é essencial em nossa biblioteca? Foi essa a pergunta que levei para cada pessoa da família e pedi para que eles escolhessem aquilo que não querem mais ler. Com o amor-marido, foi complicado. Manteve 90% de seus livros, o que pouco ajudou na mudança programada. Os meninos seguiram o mesmo caminho do pai e restou apenas para minha pessoa fazer a seleção das obras que deviam ficar. Resultado: Uma estante vazia e muitas caixas de livros para doação, venda e presente.


http://www.huffingtonpost.com/lisa-parkin/4-ya-book-trends-to-look-_b_5999458.html



O problema seguinte para ser atacado foi a coleção de canecas. Quando eu era solteira tinha apenas duas canecas e vivia muito bem com esse par de companheiras para café e chá. Mas com o casamento, as canecas mantiveram um relacionamento harmonioso e foram se multiplicando, chegando à quantidade de 26 canecas para apenas quatro pessoas. Então busquei primeiro entender porque tínhamos tantas canecas e percebi que 12 delas eram conjuntos que ganhamos em nosso casamento, mesmo não tendo feito essa sugestão em nossa lista :]
Elas então foram distribuídas para uma vizinha, minha mãe e meu irmão. Duas canecas se transformaram em porta lápis e as demais guardamos por terem sido presentes de amigos, parentes e das crianças.
Claro que acho coleções fantásticas, mas existe uma hora que precisamos tomar uma decisão mais racional sobre a cultura material que nos cerca e perceber se de fato vamos usar todos aqueles objetos que possuímos.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/colecionadores-junho-2013

Ainda não vou postar fotos das transformações aqui em casa, mas assim que tudo estiver na forma que desejo e de acordo com os métodos ensinados por Kondo e Ewer prometo que mostro para vocês.
E vocês? Do que precisam desapegar?

Um forte abraço e muita luz.
Andreia Regina



sábado, 29 de outubro de 2016

A jornada da adoção um ano depois

Olá, tudo bem com vocês? Espero que sim.
Hoje faz exatamente um ano que entregamos nossos documentos e formulários junto à Vara de Infância e Adolescência de nossa cidade e o sentimento que nos chega nesse momento é de esperança.
Quando demos entrada no processo, a gente acreditava que iria demorar muito para entrar na fila da adoção, mas nossa entrada ocorreu ainda no mês de maio, por acaso, quando se comemora o dia das mães. De lá para cá, procurei ler bastante, me informar sobre a parte psicológica que envolve o surgimento de novos pais para um novo filho ou filha. E planejar como será o chá de boas vindas de nossa filha.
Mas a vontade maior é a de conhecer nosso bebê. Os processos para a faixa etária que desejamos levam de 2 anos até 3 anos e meio e enquanto ela não chega, vamos recebendo os sinais da cegonha, já nos preparando para a entrega mais esperada de nossas vidas.
Nossa preocupação maior é que ela seja acolhida em uma família que de fato deseje a sua chegada e envolvemos todos os nossos parentes nos preparativos, discutindo com eles detalhes sobre decoração do quartinho, tipo de chá de boas vindas e principalmente os cuidados e carinho que devemos ter com ela.
O amor transborda em nós, porém é importante para todos os pais adotantes se prepararem também para as dificuldades, como os dias de dodói, as teimosias e momentos de birra, afinal um filho adotivo dar o mesmo trabalho que um filho biológico.
Um inventário de tudo o que preparei até agora para a chegada de nossa filha:
- As bolsas dela, com direito a bolsa de maternidade, afinal, o dia que ela deixar o abrigo é o primeiro dia dela em nossa família.
- Todo o enxoval de berço, toalhas e fraldas de panos, decoradas.
- Brinquedos para as diversas faixas de idade, pois ainda não sabemos com quantos meses ela chegará.
- Utensílios diversos como baldes, cestos, porta mamadeira, potinhos para fórmula, uma mamadeira, chupeta e babadores.
- O kit higiene em MDF está sendo decorado por mim e depois mostro.
- Muito amor, carinho e esperança.

Então, se vocês estão na fila de adoção e muito ansiosos para preparar tudo, vão com calma, não comprem roupinhas ou calçados e se tiverem muita vontade mesmo de comprar, guardem o dinheiro para o grande dia.

Um abraço cheio de paz para vocês e muita luz.
Até loguinho:
Andreia Regina

domingo, 9 de outubro de 2016

Férias express: onde ficar e como se mover em Portugal

Olá pessoal, tudo bem? Como estão vocês? Retomando hoje nosso papo aqui na Terapia da Casa falando justamente das micro-férias que tivemos. As nossas foram de apenas oito dias, mas posso dizer que foram muito intensas. Mas deixa eu explicar com calma.
Nossa última viagem de férias foi em 2012 para Belo Horizonte, Ouro Preto, Congonhas e Mariana. Na época compartilhei com vocês minhas impressões e cheguei a afirmar que havia me apaixonado por Ouro Preto de tal forma que nunca iria esquecer daquelas ruas históricas e poéticas.
2016 começou com muitas mudanças e transformações nas nossas vidas, sendo a mais importante, a conquista de nossa inserção no Cadastro Nacional de Adoção. Com a perspectiva da chegada da cegonha, decidimos então viajar no recesso escolar de final de junho e início de julho, para retornar com ânimo novo e muita energia boa para os preparativos da chegada de nossa bebê.

Assim, começamos em uma noite de maio nosso planejamento da viagem, na expectativa de viver como portugueses por uma semana, fugindo do clichê de turistas. E nossa primeira questão foi: onde iríamos nos hospedar? pesquisando no oráculo que tudo sabe e tudo enxerga, encontramos o site https://www.airbnb.com.br/, especializado no aluguel por temporadas de casas e apartamentos em todo o mundo. Inicialmente começamos a buscar casas e apartamentos no centro de Lisboa, mas aos poucos fomos percebendo que seria mais interessante nos hospedar em um local mais sossegado e que nos desse grande mobilidade. Foi aí que escolhemos o apartamento do senhor Rui, na Avenida Cidade de Luanda, bairro Olivais. O apartamento ficava perto do Parque das Nações e do Shopping Vasco da Gama, de forma que a gente podia caminhar por 15 minutos e ter acesso ao Oceanário de Lisboa, Pavilhão do Conhecimento e a Feira Internacional de Arte.

http://blog.airbnb.com/belong-anywhere-br/
O site é de navegação fácil, e é possível localizar no mapa da cidade que pretende ficar as acomodações disponíveis com os valores. No nosso caso, decidimos por um apartamento de um quarto, mas que acomodava bem três pessoas e ficamos surpresos com o que encontramos: excelente localização, móveis bem planejados, muitos armários disponíveis e vizinhança muito silenciosa. O proprietário foi muito atencioso, tirou todas as nossas dúvidas antes e nos entregou a chave do apartamento no horário combinado. A economia da hospedagem foi de 2/3 em relação ao que pagamos na nossa viagem para Minas Gerais, ou seja, pesquisando bem, lendo todos os comentários é possível ficar numa casa ou apartamento que vocês possam chamar de lar por alguns dias.


Andar em Lisboa é fácil e seguro, principalmente se evitar transitar nas áreas tarde da noite, mas tivemos a ajuda de nosso guia de bolso da Folha. Com ele planejamos as visitas aos bairros principais e aprendemos que linha do metrô pegar para chegar. Foi uma aquisição super bem vinda e que fez muito sucesso dentro de nosso grupo. Compramos nosso exemplar na Saraiva.


Outro serviço que decidimos contratar para realizar as viagens por todas as cidades que selecionamos foi do Tour com o senhor Jorge Oliveira, experiente motorista que nos auxiliou em nossa jornada, nos dando verdadeiras aulas de história e demonstrando muito conhecimento sobre a cultura dos locais que visitamos. Quem nos indicou o contato dele foi meu coordenador, que já tinha viajado com um grupo por algumas cidades portuguesas na companhia e cuidados de seu Jorge. Caso tenham ficado interessados, ele atende nos seguintes telefones: + 351 969020236, + 351 926431054. O e-mail de contato dele é jorgeoliveiratours@hotmail.com. Seu Jorge pode transportar até 8 passageiros por todo Portugal e todo o estrangeiro.


Também utilizamos o sistema de metrô de Lisboa e pudemos ter muita mobilidade pagando valores bem abaixo dos preços que gastamos com transporte público em nossa cidade. O que mais me chamou atenção nas nossas idas e vindas foi a quantidade de turistas nas ruas de Lisboa. Quando estive na terrinha em 2002, eu era a turista solitária, tirando fotos, parando nos poucos quiosques com souvenir e me locomovendo com ajuda de um mapa, hoje a realidade é outra, com restaurantes lotados, filas para museus e demais atrações e aquele gostinho imenso que estamos em outro pedaço do Brasil.
Enfim, Portugal é e sempre vai continuar sendo meu destino favorito e quem ainda não conhece, aguarde dicas de cada parte de nosso roteiro para breve.
Um super abraço e nos vemos em breve.
Andreia Regina


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Terapia da Casa nas redes sociais

Olá queridos e queridas, espero que estejam bem. Hoje tenho uma novidade para vocês, nossa estreia nas redes sociais Instagram e Pinterest.
Inicialmente, demorei muito para fazer um perfil do nosso blog em outras mídias, mas melhor tarde do que nunca, não é mesmo?
O Instragram é uma das minhas redes sociais favoritas. A possibilidade de apresentar aos outros nossos olhares sobre a vida cotidiana, as artes e paisagens que nos cercam já me animam. É normal passar alguns minutos por dia vendo o que meus amigos e seguidores estão compartilhando no meu perfil pessoal. Diante dessa experiência, resolvi criar o nosso perfil por lá. Ainda estou no início das postagens, aproveitei para colocar muitas imagens autorais, feitas em minha última viagem para Portugal e espero que vocês nos sigam por lá. Prometo seguir de volta :D

No Instagram, podem nos procurar como Terapia da casa ou @blogterapiadacasa. Vamos nos seguir?
Outra rede social pela qual me apaixonei foi o Pinterest. É uma galeria de inspirações para qualquer tema. Meu perfil pessoal me serve como uma pausa nas atribulações do dia a dia e me ajuda a renovar as energias criativas. O nosso perfil é Blog Terapia, e nosso nome de usuário é @blogterapia. Abre agora o app e nos segue. Tenho certeza que será bastante divertido.

E por fim, não esqueçam de seguir seus sonhos.

Muita paz e luz :*
Andreia Regina

domingo, 17 de julho de 2016

Maternidade e missão



Olá todo mundo. Saudades de conversar com vocês. Os últimos meses foram de muita luta e dor na nossa família com a partida de meu amado sogro e segundo pai para a pátria espiritual, mas, quatro meses após sua partida, é hora de retomar o ritmo da vida e recomeço hoje compartilhando com vocês um artigo que escrevi dois meses atrás e foi publicado no Jornal O Seareiro, ano VII, edição nº 30.
No artigo, discuto o papel da maternidade na vida das mulheres, sejam elas mães pelos laços de sangue ou pelos laços espirituais.
Espero mesmo que gostem da leitura e que possamos retomar nossa terapia da casa. Um forte abraço e muita luz.


Ao longo dos milênios, abundaram exemplos edificantes de mães que se consagraram no exercício da maternidade, compreendendo a tarefa como uma missão dada pelo Pai Celestial e que deve ser cumprida com responsabilidade, amor e zelo. Maria, aparece como um dos mais sublimes modelos de maternidade, quando se torna veículo da vinda do filho de Deus e assume o papel de educá-lo, acompanhá-lo e encorajá-lo nos momentos mais difíceis de sua jornada no plano terreno.
Na ciência antropológica, defende-se que a maternidade é uma construção cultural, que se desembaraçou dos impulsos instintivos muitas eras atrás. Ou seja, o sentimento de ser mãe na concepção de uma tarefa missionária ainda não é entendido por muitas, que esquecidas dos compromissos estabelecidos no plano espiritual, tratam sua prole com negligência, abandono e desinteresse.
Sobre a função da mulher diante da maternidade, Cury (2015, p.26), nos informa que: “O seu papel era imenso, portanto, e enorme a sua responsabilidade, haja em vista que a ela cabia preparar o homem futuro (seu filho ou seus filhos) no sentido de seres humanos encarnados – homens e mulheres”.
Sendo a família o espaço das primeiras sociabilidades do indivíduo, cabe então à mulher, no papel de mãe desempenhar os primeiros cuidados e assegurar o afeto necessário para o pleno desenvolvimento psicossocial da criança. Graças à bênção do esquecimento de nossas vidas passadas, adentramos em uma família sem lembrar dos desafetos ou laços de ternura que nos envolviam, podendo assim retomar uma nova existência para promover a união harmoniosa entre os familiares ou aparar as arestas necessárias no nosso caminho evolutivo.
Mas de onde advém esse compromisso da mulher para a maternidade? A espiritualidade amiga nos esclarece essa questão no Livro dos Espíritos, na pergunta de número 821, formulada pelo Codificador Allan Kardec (2006, p.427):
- As funções a que a mulher é destinada pela natureza terão importância quanto as deferidas ao homem?
- Sim, maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida.
Ou seja, enquanto seres sociais e culturais, somos dependentes desde o momento do nascimento da figura materna, que nos alimenta ao seio ou nos coloca sobre seu peito para que possamos sentir seu calor maternal. Sendo assim, o filho ou filha, exige afago e afeto, para que se desenvolva um apego saudável. Essa mãe, então, precisa ser nos termos da psicologia, uma mãe suficientemente boa para amar e instruir nos primeiros passos pela vida.
Sobre esse aspecto, Franco (2015, p.12), nos informa que: “Quando procria com responsabilidade atinge um dos momentos clímax da existência, especialmente quando se torna consciente do significado da progenitura”.
O conhecimento do significado da progenitura se aplica tanto ao homem quanto à mulher, sendo tarefa conjunta educar e orientar os filhos nos caminhos terrenos. Mas quando a consciência desse papel não se instala, assistimos tristemente os casos de aborto, violência e perversidade que se revelam instrumentais para o desalinho da sociedade e que conduzirão à terríveis provações aqueles que se negaram a assumir o compromisso estabelecido anteriormente ainda no plano espiritual. Como nos adverte Franco (2015, p.32): “Os filhos são responsabilidades sérias que não podem ser descartadas sem as consequências correspondentes”.
E quando os filhos biológicos não chegam? Aí ocorre o que chamamos de maternidade afetiva, quando homens e mulheres entendedores da importância da maternidade para burilamento de seu espírito e prova para evolução moral individual, buscam reencontrar aqueles espíritos que já cruzaram seus caminhos em outras reencarnações para dessa maneira, continuarem com a sua missão terrena.
O próprio Jesus de Nazaré nos revelou o papel dos laços espirituais na construção das afinidades que nos reúnem nas famílias, mostrando o lar como espaço privilegiado para o amor ao próximo e exercício da caridade. É Santo Agostinho (2004, p.279) que nos faz o alerta:
“Ó espíritas! Compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?”.
Assim, a maternidade é uma missão de suma importância para evolução dos espíritos encarnados e progresso moral da sociedade em conjunto. Maria João de Deus, mãe do caridoso e amado Chico Xavier, provou que o amor materno sobrevive ao túmulo, pois mesmo depois de desencarnada nunca deixou de trazer alento e afago ao filho querido, deixado para cumprir outra missão na terra. Que todos possamos lembrar da nossa missão, seja no papel de filhos, seja enquanto pais.
Muita luz!
Referências bibliográficas:
CURY, Antônio Moris. O papel da mulher. In: Anuário Espírita 2015. Mulheres, cristianismo e espiritismo. São Paulo: Ide, 2015.
FRANCO, Divaldo. Constelação familiar. 3.ed. Salvador: Leal, 2015. Pelo espírito de Joanna de Ângelis.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida. 124. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004.
____________. O Livro dos Espíritos. Princípios da doutrina espírita. 84. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006.





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