quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Novo ano de novo: o que desejar?

Olá queridas e queridos, feliz ano novo para vocês, que possamos reforçar nossos corações com a fé no futuro e amor ao próximo.

Ao longo dos meus 39 anos de idade, nunca tinha vivido um ano tão desafiante, instigante e decepcionante como 2016. Oxalá que tudo já tenha passado e que nesse 2017 possamos viver melhores relações, melhorar nossas metas e construir novos sonhos.

Eu passei a última semana de 2016 refletindo muito sobre os rumos que minha vida tomou nos últimos dez anos e fiquei impressionada sobre o quanto investi em quantidade no lugar de qualidade. Parece que a onda de exigências sociais e novas necessidades fabricadas (mal do novo século) me intoxicou de tal maneira que estava vivendo todo esse tempo pensando no futuro e esquecendo o presente. No Natal falei sobre ser presença naquela data, pois continuo pensando da mesma maneira, só que agora minha perspectiva é mais intrapessoal, centrada em minha essência. A minha ideia hoje é fazer um convite para que vocês possam refletir comigo sobre a importância maior de ser no lugar de ter.


Foi assim que refiz minha programação dos últimos dez anos e descobri que perdi mais do que ganhei, que fracassei mais do que venci e acima de tudo, que projetei tantas coisas para o amanhã que nem vi passar direito o ontem. Isso acontece porque desejamos atingir uma meta que pode ser interessante para determinadas pessoas, mas que pode soar como algo falso, quando tomamos pra nós, afinal, não existe fórmula para o sucesso ou a felicidade, mas existe caminhos únicos que podem nos conduzir para as duas coisas, sem obrigatoriamente passar pelos anseios, cobranças e expectativas dos outros.
Então, o que vou desejar para 2017? que cada um de nós possamos ser mais do que ter, que possamos ler mais livros, ouvir mais música, ter mais manhãs na praia ou no campo com a nossa família, que saibamos valorizar o poder da prece, que estejamos presentes inteiramente diante das pessoas, e não mediados por uma tela preta.
Meu desejo maior é que o presente seja de paz e esperança e que assim, o futuro será sempre de amor e alegrias, apesar dos dissabores que fazem parte de nossa jornada no planeta Terra.
Um abraço fraterno para vocês e que o Pai Celestial em sua infinita bondade cuide de cada um de nós.
Um cheiro e até logo:
Andreia Regina



domingo, 25 de dezembro de 2016

Ser presença

Hoje quero lhe falar da importância do Natal enquanto festa da presença. Imagine que todos os anos estamos muito preocupados em dar presentes no lugar de ser presenças e as vezes também esquecemos de permitir apenas boas presenças ao nosso lado. Também nos ressentimos por aqueles que não estão perto para ganhar nosso presente, quando na verdade a gente devia agradecer pelo presente daquela pessoa na nossa vida.
Também precisamos ser gratos por aqueles ou aquilo que preferimos deixar partir, pois sua presença já não era salutar em nossa vida.
Jesus se faz presente em nossas vidas mesmo quando mal percebemos sua presença. É ele quem nos presenteia compartilhando do amor e misericórdia do Pai Celestial e nos dizendo que sempre existe esperança e consolo para os bons, os aflitos e os justos.


Então nesse dia de Natal permita que a luz de Jesus se acenda cada vez mais forte no seu coração e acredite no futuro, tenha fé em Deus e faça um novo ano de presente para você. Muita paz e luz em 2017.
São os desejos de Andreia Regina e Família!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Aumentando a família: o processo de adoção

Olá gente, tudo bem? Espero que sim. Eu estou por aqui atolada em provas e correções, porém feliz que em breve as férias chegam e descanso com meus amores.
Falando em amores, dizem que família é tudo, e isso é extremamente real. Quando nascemos, já somos sujeitos carentes de afeto e necessitamos de afago e amor para nos desenvolvermos como pessoas sadias e amáveis.

Obra de Katie Berggren

Entretanto, nem toda família biológica implica reencontro de almas. Muitas vezes parece que se nasceu na família errada diante de tantos conflitos que se apresentam nos relacionamentos. A verdade é que todos precisam ser adotados em afeto e sentimento e apenas os laços de sangue não são uma garantia de nascimento espontâneo desse amor.
Enquanto adotante e futura mãe, tenho sentido na pele e no coração os dissabores e alegrias de ter escolhido uma gravidez invisível ou como chamam, uma maternidade afetiva. Ao dissabores estão na espera prolongada, que para nós já tem 14 meses, desde a entrega de todos os documentos junto à Vara de Infância, Juventude e Idosos da nossa Comarca. Também existe o dissabor no olhar que algumas pessoas nos lançam, numa espécie de crítica pela nossa decisão da adoção.
Mas as alegrias já são tantas que superam a tristeza. Temos já certeza da chegada de nossa filhinha. E eu já rezo por ela, para que seja protegida pelo seu anjinho da guarda, enquanto não nos encontramos. Existe também alegria em saber que nosso amor será multiplicado e que a fonte dessa matemática simples é a vinda da cegonha com a nossa bebê.

Assim, para quem quer aumentar a família pelo coração, sugiro muita leitura de obras escritas por conhecedores dos caminhos da adoção. A leitura tem me ajudado bastante a entender a construção dos vínculos entre mães, pais e filhos do coração.

Muita luz e muita paz:
Andreia Regina 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O ano da separação


2016 foi um ano de rupturas, quebra de paradigmas e mudanças de toda ordem, mas um dos elementos mais comentados na área dos relacionamentos foi a quantidade de separações, iniciadas no mundo das celebridades, mas também mais comuns no cotidiano nosso de cada dia, atingindo pessoas amigas, parentes e colegas de trabalho.
 

Eu já passei pela ruptura de um relacionamento longo e de fato, aprendi que o tempo é o melhor remédio. Olhando por outro lado, percebo que algumas separações são necessárias, pois no caso das famílias, alguns casais se juntam apenas para dar o melhor de si para os filhos e por essa razão, quando eles não se afinam mais, é melhor a separação do que um casamento conflituoso que faz mais mal do que bem para todos e todas.

Por mais dolorosa que ela seja, a separação as vezes é o ponto final de uma missão que começou na concepção dos filhos, mas que se faz urgente para que cada um busque novos sentidos e outras metas em sua vida. Meu objetivo aqui não é fazer a apologia do divórcio ou da separação, mas lembrar que a ruptura também é importante para que cada parte recomece uma nova jornada.
 

Inicialmente, cada um precisa reaprender a viver consigo mesmo. Dividir a vida com outra pessoa é muito mais do que dividir uma cama ou um sofá, por isso é importante relembrar quem a pessoa era antes do outro, o que ela fazia quando estava sozinha em casa, que gostos possuía e que não lembra mais, quais amigos eram mais chegados e por qual motivo eles não são mais.
 

A chave para o recomeço está dentro de cada um. Tenho certeza que se você se reconectar com sua essência, algumas gavetas do passado vão ser reabertas e vai lembrar que você pode continuar existindo, depois da separação, até porque todo mundo começa sua jornada sozinho e precisa continuar sua trajetória por si mesmo ou pelos filhos que são o resultado do relacionamento.

Eu penso que se um dia eu me separar de meu marido, eu faço desse mau momento uma nova oportunidade de me reinventar, mudo a cor do cabelo, mudo de casa, quem sabe de cidade, mas precisamos nos reequilibrar de alguma forma e se não for possível fazer isso só, buscar ajuda de um especialista para ajudar nessa reelaboração.

Tem uma frase de Oscar Wilde que nos ajuda a pensar muito sobre autoestima:
 

Ou seja, o único amor que dura para o resto da vida é o amor próprio. Então se não sabe onde o seu foi parar depois de tanto tempo de relacionamento, jogue um balde no poço de suas emoções e memórias e resgate quem você é de melhor e recomece a viver.

Um forte abraço com muita paz e luz!

Um ótimo recomeço.

sábado, 19 de novembro de 2016

Existe vida fora do Facebook?

Olá gente, tudo bom com vocês?
Eu estou legal, mesmo diante de tudo que acontece no mundo a nossa volta. Hoje no nosso divã vamos conversar um pouco sobre exposição nas redes sociais e o poder das novas mídias em nossas vidas.
Alguém pode perguntar que tema é esse no nosso momento de terapia, mas estamos precisando mesmo falar sobre o quanto as novas tecnologias estão impactando nossa vida, nossa rotina e nossa família.
Inicialmente quero dizer que sou admiradora da inventividade humana. Investigo faz tempo essa temática e já ministrei disciplinas na pós-graduação sobre cibercultura e novas mídias.
Um dos livros que eu acho bacana para quem quer aprender sobre a evolução dos meios de comunicação é Uma história social da mídia: de Gutemberg a internet, dos historiadores Asa Briggs e Peter Burke. Fica a dica para quem quiser se aprofundar na discussão.

Como sou uma imigrante digital, foi apenas na transição do século XX para o século XXI que comecei a ter contato mais forte com a internet e o computador. Depois eles se transformaram em importantes ferramentas para meu trabalho e diversão. Em 2005 entrei no Orkut, atendendo ao convite da filha de uma amiga. Em poucos meses já tinha quase mil amigos, a maioria ex-alunos e adorava receber os depoimentos e ver as comunidades abertas para mim por eles.
Em 2007 li uma matéria numa revista de grande circulação sobre uma nova rede social norte-americana que estava chamando atenção das celebridades: Facebook. Curiosa, fiz meu perfil e na época as postagens eram em inglês, pois apenas meus penpals (correspondentes estrangeiros) usavam a mesma rede. Porém nos anos seguintes, o Orkut foi perdendo sua força e o Facebook conquistando novos adeptos, de forma que em pouco tempo, muitos já tinham migrado de uma rede para outra. Eu permanecia nas duas, mas com mais atenção para o Facebook.


E aí, comecei a perceber que as coisas tinham sido modificadas drasticamente. Não era apenas uma mudança de uma rede para outra, as pessoas passaram a usar a nova rede em busca de compaixão pelas suas dores, likes para suas fotos e enviar indiretas ou diretas grosseiras e má educadas, que jamais fariam frente a frente de seus desafetos temporários. Rapidamente, a nova rede se configurou em um espaço de super exposição de problemas, de hábitos de consumo, ataques religiosos e políticos e pior, de uma realidade falseada e maquiada.

Enfim, depois de tantas reflexões, eu e meu amor marido deixamos o Facebook e fomos viver a vida de antes das redes sociais. Reaprendemos o valor de acompanhar boas séries, de visitar sites e blogs legais, retomamos o hábito da leitura antes de dormir, trouxemos para as crianças a importância dos jogos em família, desde Detetive e Quest até Jogo da Vida ou War Mitológico, voltamos a convidar nossos amigos para tomar um café conosco em nossa casa e melhor, reduzimos bastante a exposição de nossas vidas e dos meninos para pessoas estranhas. Ou seja, relembramos que existe vida fora do Facebook.

Não custa nada cada um tentar também. Nem tudo de bom ou de ruim que acontece em nossas vidas precisa ser compartilhado com uma multidão que em nada pode nos apoiar ou ajudar. No fim das contas, a chegada na maturidade me ensinou que nossos melhores amigos contamos entre os dedos das mãos, não entre seguidores ou amigos do Facebook.



Um super abraço para vocês. Vou ali na feira livre ver pessoas, sentir aromas e me abastecer dos frutos da terra.

Beijos e muita luz.
Andreia Regina

 


domingo, 6 de novembro de 2016

De quantas canecas você precisa para ser feliz?

Olá gente, tudo bem com vocês?
Eu estou bem, já nem acreditando que estamos a menos de 60 dias para o final do ano de 2016.
Estou confiante que vou reescrever uma nova história em 2017, e para fazer um roteiro de sucesso para boas mudanças na vida resolvi colocar as coisas em ordem aqui na nossa casita antes de qualquer transformação.
Uma delas foi me informar mais sobre como ter apenas aquilo que amamos e que nos é útil em nossa casa. E fui aconselhada por grandes especialistas sobre os cuidados de nosso lar, a Marie Kondo e Cynthia Townley Ewer.


Cynthia Townley Ewer





Com o livro de Cynthia Townley Ewer aprendi o quanto é importante cada coisa ter o seu lugar dentro de nossa casa. Para minha família isso é um grande desafio, pois temos livros demais, filmes demais, jogos demais e quando menos esperamos, algo ficou no meio do caminho e num lugar diferente do que da última vez. Indico para quem quer aprender também rotinas de limpeza e organização. Comprei o meu na Livraria Leitura, em João Pessoa.











Marie Kondo




A mágica da arrumação, quem me apresentou foi o aplicativo de leitura de e-books da Saraiva. Apareceu na minha biblioteca uma amostra grátis do primeiro capítulo e eu de imediato fiquei interessada na obra. Mas preferi comprar o livro no formato impresso, inclusive para poder emprestar e ajudar outras pessoas interessadas no exercício do desapego para melhorar a organização da sua casa. Comprei meu exemplar na Saraiva do Midway Mall, um dos shoppings de Natal.

A última aquisição foi Isso me traz alegria. Mais uma vez Marie Kondo nos mostra como é importante desapegar de presentes, cartas, fotografias, e principalmente livros. Amei a leitura e foi ele quem me impulsinou a colocar em prática a necessidade de manter apenas aquilo que amamos e que é importante na nossa vida.

Então a partir das leituras e reflexões dos três livros resolvi atacar um problema por vez. O primeiro ponto foi a nossa biblioteca. São três estantes de livros, mais nichos e livros espalhados nas mesas de escritório, na sala de visita e muitos nos quartos. Um verdadeiro paraíso para neerds, geeks, crianças, adolescentes e especialistas em ciências humanas, mas de fato, o que é essencial em nossa biblioteca? Foi essa a pergunta que levei para cada pessoa da família e pedi para que eles escolhessem aquilo que não querem mais ler. Com o amor-marido, foi complicado. Manteve 90% de seus livros, o que pouco ajudou na mudança programada. Os meninos seguiram o mesmo caminho do pai e restou apenas para minha pessoa fazer a seleção das obras que deviam ficar. Resultado: Uma estante vazia e muitas caixas de livros para doação, venda e presente.


http://www.huffingtonpost.com/lisa-parkin/4-ya-book-trends-to-look-_b_5999458.html



O problema seguinte para ser atacado foi a coleção de canecas. Quando eu era solteira tinha apenas duas canecas e vivia muito bem com esse par de companheiras para café e chá. Mas com o casamento, as canecas mantiveram um relacionamento harmonioso e foram se multiplicando, chegando à quantidade de 26 canecas para apenas quatro pessoas. Então busquei primeiro entender porque tínhamos tantas canecas e percebi que 12 delas eram conjuntos que ganhamos em nosso casamento, mesmo não tendo feito essa sugestão em nossa lista :]
Elas então foram distribuídas para uma vizinha, minha mãe e meu irmão. Duas canecas se transformaram em porta lápis e as demais guardamos por terem sido presentes de amigos, parentes e das crianças.
Claro que acho coleções fantásticas, mas existe uma hora que precisamos tomar uma decisão mais racional sobre a cultura material que nos cerca e perceber se de fato vamos usar todos aqueles objetos que possuímos.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/colecionadores-junho-2013

Ainda não vou postar fotos das transformações aqui em casa, mas assim que tudo estiver na forma que desejo e de acordo com os métodos ensinados por Kondo e Ewer prometo que mostro para vocês.
E vocês? Do que precisam desapegar?

Um forte abraço e muita luz.
Andreia Regina



sábado, 29 de outubro de 2016

A jornada da adoção um ano depois

Olá, tudo bem com vocês? Espero que sim.
Hoje faz exatamente um ano que entregamos nossos documentos e formulários junto à Vara de Infância e Adolescência de nossa cidade e o sentimento que nos chega nesse momento é de esperança.
Quando demos entrada no processo, a gente acreditava que iria demorar muito para entrar na fila da adoção, mas nossa entrada ocorreu ainda no mês de maio, por acaso, quando se comemora o dia das mães. De lá para cá, procurei ler bastante, me informar sobre a parte psicológica que envolve o surgimento de novos pais para um novo filho ou filha. E planejar como será o chá de boas vindas de nossa filha.
Mas a vontade maior é a de conhecer nosso bebê. Os processos para a faixa etária que desejamos levam de 2 anos até 3 anos e meio e enquanto ela não chega, vamos recebendo os sinais da cegonha, já nos preparando para a entrega mais esperada de nossas vidas.
Nossa preocupação maior é que ela seja acolhida em uma família que de fato deseje a sua chegada e envolvemos todos os nossos parentes nos preparativos, discutindo com eles detalhes sobre decoração do quartinho, tipo de chá de boas vindas e principalmente os cuidados e carinho que devemos ter com ela.
O amor transborda em nós, porém é importante para todos os pais adotantes se prepararem também para as dificuldades, como os dias de dodói, as teimosias e momentos de birra, afinal um filho adotivo dar o mesmo trabalho que um filho biológico.
Um inventário de tudo o que preparei até agora para a chegada de nossa filha:
- As bolsas dela, com direito a bolsa de maternidade, afinal, o dia que ela deixar o abrigo é o primeiro dia dela em nossa família.
- Todo o enxoval de berço, toalhas e fraldas de panos, decoradas.
- Brinquedos para as diversas faixas de idade, pois ainda não sabemos com quantos meses ela chegará.
- Utensílios diversos como baldes, cestos, porta mamadeira, potinhos para fórmula, uma mamadeira, chupeta e babadores.
- O kit higiene em MDF está sendo decorado por mim e depois mostro.
- Muito amor, carinho e esperança.

Então, se vocês estão na fila de adoção e muito ansiosos para preparar tudo, vão com calma, não comprem roupinhas ou calçados e se tiverem muita vontade mesmo de comprar, guardem o dinheiro para o grande dia.

Um abraço cheio de paz para vocês e muita luz.
Até loguinho:
Andreia Regina

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